terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O soar dos sinos invade a casa,
A alma e os bichos.
O tocar é manso,significativo.
Aonde está todo mundo?
Quem morreu agora?

Há um corre-corre na cidade,
Gente com sobra de tempo.
No rosto de quem vê o morto
Não há choque ou sentimento.
Só curiosidade morta.

Quem morreu,não importa.
Se rendeu,lágrimas.
Se não,vivas.
O morto não se importa,
Desde que tenha lhe valido a vida.

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